sábado, 25 de dezembro de 2010

No Fuso Horário, com Íris Rocha

Boa Noite! Espero que tenham tido um óptimo Natal.
Eu sei que a coluna já vem atrasada e tal, mas com o Natal e tudo o mais a minha mãe monopolizou o meu tempo. Peço desculpas por isso.

E hoje, vou tomar a liberdade de fugir ao assunto a que se destina a coluna e falar de, adivinhem lá, do Natal. Obviamente.
Vou ser sincera, desde os meus nove anos que o Natal perdeu aquela magia que costumava ter. Porquê? Bem, até essa altura o Natal em minha casa era apenas entre mim, as minhas duas irmãs mais velhas, a minha avó e a minha mãe. Lembro-me que ela costumava arranjar uma maneira de meter o saco das prendas a porta de casa, e tocar a campainha a meia-noite. Nós, eu e as minhas irmãs, íamos a correr para a porta o mais rápido que podíamos, com a esperança de ainda irmos a tempo de ver o Pai Natal, ou o Papai Noel, como dizem aí no Brasil. Nunca o apanhamos, obviamente. Mas sempre atribuímos ao facto de ele ter muitas prendas para entregar, ou então ao facto de no nosso apartamento nós não termos chaminé.
Ele costuma descer pela chaminé, não é? Então nós não tínhamos uma, talvez por isso ele nunca se tenha dado a conhecer.

Mas a magia ainda lá estava. É, eu acreditei, secretamente, que ele existia até aos meus 9 anos. Depois o Natal meio que se perdeu. O meu padrasto entrou nas nossas vidas. Não que isso tenha acabado com o meu Natal. Muito pelo contrário, ganhei o pai que perdi quando tinha dois mesinhos de idade. Eu não esperava um pai tããããão galinha, mas eu amo-o.
Desde então, o descobri que o Pai Natal não existe, eu tenho um pai babado e, bem… não se espera pela meia noite para abrir as prendas.
Se eu gosto mais do Natal agora do que antes? Bem, não gosto nem deixo de gostar. Porque no fundo, a essência está lá… a família sempre junta. E essa é a parte que eu mais gosto.
Ver aquelas pessoas que já não vejo à uma eternidade, mas que sempre fazem questão de vir cá no Natal. Antes eu pensava que eles só cá vinham nesta altura, por causa das prendas… mas agora, bem, agora acredito, ou gosto de acreditar que é mais que isso.

Então, espero que todos vocês tenham tido um óptimo Nata, com ou sem aquelas pessoas que não vêm à uma eternidade, com ou sem ‘Pai Natal’ a bater a porta à meia-noite. Espero que tenham aquele amor, que só o convívio familiar sabe dar.
E para Rubro, bem que o Pai Natal podia deixar uma Editora no sapatinho não acham?

Quanto a mim, sirvo-me do Natal, para voltar a ser aquela ciança, que sempre exigia beijos e abraços de toda a gente, a toda a hora, que canta quando lhe apetece, que salta sem razão nenhuma e ri e faz toda a gente rir as gargalhadas… não que eu não seja assim todos os dias… mas pelo menos no Natal, acho que as pessoas assumem que a minha loucura se deve ao espírito natalício e não a um problema mental um pouco grave.

Até terça rubrettes!

créditos de imagem: tudo do google.

3 rubrettes:

Pamella Santos disse...

Írislimda você está certíssima! Sabe as vezes o que mais importa no natal é ver os amigos que a gente não costuma ver... rever a família que mora longe.. sentir o carinho que as pessoas tem. Eu adoro Natal mas por conta disso.. É divertido estar com todas essas pessoas que são especiais para mim. =) Feliz Natal Írislimda!!! Que tenha muitos natais felizes como esse!
Beeeeijos!!!

Siri Ahcor disse...

obrigada Pamella!
e Feliz Natal pra voce tambem!!!

Luísa Night disse...

*-*
E eu que ainda acreditava em Papai Noel! =P
Brigada em.. rsrs'
Feliz Natal atrasado galera

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