quarta-feira, 13 de outubro de 2010

- Rubro, Evanescente 1

Prólogo.

Minha

                                         São Tiago da Compostela, Galiza – 1990


Algumas pessoas são especiais.
Muitos têm teorias sobre como surgimos, algumas coesas e outras lunáticas, mas nenhuma comprovada.
Eu sou uma dessas pessoas especiais.
Talvez nós sejamos aberrações, talvez superiores, mas ainda assim, nós somos humanos. Humanos especiais, é o que alguns dizem. Mas nós não somos tão especiais assim. Nós amamos, nós odiamos, nós matamos. Matamos, principalmente. Dentre nós há aqueles que não aceitam o que somos.
O mundo externo não sonha com a nossa existência, e nós queremos que continue assim. Quando os normais se assustam, eles atacam. E nós já temos inimigos demais entre nós mesmos.
Eu sou um deles.
Nós somos o que nossa raça chama de Rosa Negra, mas devíamos ser chamados de assassinos. Nós matamos o nosso próprio povo, tentando exterminar essa raça de seres humanos especiais desde os tempos da Grécia Antiga.
É claro que há inocentes.
Eles sempre existiram, e nós nunca nos importamos com eles. Nós matávamos qualquer um que se colocasse em nossa frente. Mas agora tudo mudou. Agora nós matamos pessoas especiais importantes.
Agora, nós queremos matar Ricardo Del Portillo.
Ele é um estúpido covarde, mas a Coroa Real o protege porque ele interfere nos nossos planos, então nós vamos matá-lo.
Mas eu sabia que era uma armadilha.
Eu sabia que havia espiões da Coroa entre os Rosas Negras, e eu sabia que devia haver um motivo muito grande para Ricardo Del Portillo estar na Espanha, sem seguranças.
Era uma armadilha.
A líder da Rosa Negra também sabia, mas fingia não ver. Ela estava desesperada, então qualquer coisa serviria. Mesmo que significasse a morte. Ao menos A Rosa Negra morreria lutando.
Eu não morreria.
A Coroa me queria vivo, a Rosa Negra também. Mas algo estava errado. Desde o começo, o espanhol devia ter vindo sozinho.
Mas ela veio.
Eu não fazia idéia que de quem ela era, ou o que ela tinha com o espanhol que a Rosa Negra queria. Mas eu sabia que a Coroa não a mandaria pra lá por acaso. Eu não a achei assustadora o suficiente para ser um guarda costa. Na verdade, ela parecia... indefesa.
Eu entendi na primeira noite em que eu a vi.
— Vai ser fácil. — Fernandino disse pegando uma das pistolas. — Um tiro na cabeça, e sumimos. Quem quer que ela seja, vai deixar o espanhol sozinho para nós.
Foi exatamente quando ela prendeu o cabelo castanho num coque mal feito, e debruçou-se sobre um girassol, que eu percebi o quão idiota eu fui.
Um dos Guardiões ergueu a cabeça. — Eu não recebo ordens suas, Fernandino.
A Coroa estava brincando comigo.
— Maximilian, mande esse seu soldadinho sair da minha frente.
Eles não queriam pegar a Rosa Negra.
— Seja homem e faça isso você mesmo, Fernandino.
A Coroa queria me pegar. — Me dê a arma, Vladimir.
Fernandino me olhou assustado. — O que?
Me virei devagar para ele. — Não obedece mais ordens do seu superior?
— Obedeço, senhor. — Me entregou a pistola. — Mas se me permite...
— Não. — Mirei. — Ela é minha.

5 rubrettes:

bonieeliy disse...

Yeeeeeeeeee finalmente!O prólogo está perfeito.
''Quando sai o 1 cap?''...Curiosa...Pat,você é muito caprichosa escrevendo! Vamos lá pessoal comentem pra ganharmos mais novidades.

Pamella Santos disse...

Ahh meu Déeeeuus!! Eu tô SURTANDO com esse prólogo!! =OOO
Pat cê tá de parabéééns!!
Esperando mais novidades!

ariamontgomery disse...

QUE PROLOGO PERFEITO É ESSE?
MEEEEEEEU DEUSSSS!
MORRI'
PATRICIA VOCÊ ARRASOOOOOOU!

Tana disse...

Oii!! :)
Tá lindo, quero começar a ler já!!
só com esse prólogo promete.
XOXO
;p

leryane disse...

Parabéns Patricia!
Dessa vez o prólogo ficou muito bom, o antigo ficou devendo algumas coisas mas este mais coeso... não vejo a hora de ler Rubro apriimorado!

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