segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Resenha de Rubro #1

Hey :D
Então, como eu havia prometido, aqui vem a primeira resenha de rubro. Quem resenhou foi Íris Rocha, moderadora da nossa comunidade e blogueira, além de incansável escritora de fics.
Lembrando, claro, que é a resenha do novo Rubro. Íris tentou ser o mais imparcial possível mas ela ama o Max demais pra isso por isso acho que irão gostar. Caso desejem ler mais, visitem o seu blog.

"Li sobre ele pela primeira vez sobre a Web novela Rubro, numa comunidade do Orkut. A sinopse despertou-me a curiosidade, e doida por literatura, como sou, não resisti e tive de ler.


Li e fiquei em pulgas pela continuação.


As personagens são do melhor. Os rapazes que são o sonho de qualquer rapariga, que nos fazem sonhar com eles em tanguinhas de peles de animais (tão a ver, mesmo à homem das cavernas?), que nos fazem rir com as suas personalidades únicas. E as raparigas com os seus problemas, uns mais graves e outros mais banais, que qualquer uma de nós poderia ter. Mas mais do que isso, o que realmente me fez ficar agarradinha à história desde à primeira à ultima letra (para alem do Maximiliam Lancastre, obviamente) foi a história. O mistério à volta das personagens, e do próprio mundo onde elas vivem, os segredos que se escondem atrás de cada porta, e o “lixo debaixo do tapete” de cada um, fazem uma pessoa pensar. Desenvolver teorias sobre o que aconteceu no passado, o que virá a acontecer no futuro e sobre o próprio presente. Porque as pessibilades de desfecho da história, de revelação de cada segredo estão todas em aberto e são inúmeras. E, adivinhem só? Nada é o que parece, definitivamente.

Agora do livro, o que posso dizer? Já referi as personagens? Sim (Maximiliam Lancantre em tanguinha de peles de animais, é a melhor visão do mundo.).

A história passa-se num internato para vampiros e dampiros… Sei, agora vocês “tinha de ser a moda dos vampiros”. Não, esta história não é mais uma historia de vampiros e dampiros, até porque, não há só vampiros e dampiros dali, mas isso só se vai descobrindo durante o desenrolar da história. O que a meu ver, não torna a história em ‘algo morto’ (sem nenhum trocadilho devido aos vampiros, até porque os vampiros de rubro também não são bem como os outros, têm as suas diferenças), porque vão sempre aparecendo novas espécies que tornam a história mais rica.


Uma mistura de Crepúsculo porque Rubro também tem uma ‘história de amor’, (ou será que é de ódio e nem nós nem a pobre da Melissa sabemos disso, ainda?), sem o cumulo do altruísmo entediante do Edward Cullen. Um pouco de Vampire Academy, devido aos Dampiros talvez, mas sem aquela confusão de num momento somos bonzinhos, e no outro mordem-nos e passamos a seres maléficos de olhos vermelhos (não que eu não ache esse aspecto interessante, sou fã de Vampire Academy, muito mesmo, mas não gostei quando o Dimitri virou Strigoi e a pobre Rose fez de tudo para o trazer de volta a Dampiro e depois ele vem com aquele que o amor acaba. Três chapadas, era o que ele merecia!). Não, em rubro não há desses Dampiros. Em Rubro, temos Dampiros sexy, fortes, lindos e, o melhor de tudo, não são aquela coisa boazinha sem sal, que protege toda a gente, muito pelo contrário! Temos vampiros hipócritas, ou ex-hipocritas, mas que são os que eu mais gosto.


A história misteriosa e envolvente… de momento a única que me vem à cabeça como termo de comparação é a Conspiração do Dan Brown. Porque ali, também parece haver alguém que decide tudo, que faz as coisas acontecerem… ou melhor, acho que à duas pessoas que decidem tudo naquela história, mas elas não querem a mesma coisa, daí o lado perigoso que nos faz ficar com o coração nas mãos de cada vez que um lado ataca o outro. No entanto, graças a Deus, Rubro não é uma aula de geologia do inicio ao fim (Fui a única que teve um deja vu das aulas de geologia, quando estava a ler A Conspiração?).


Talvez por ter sido escrita por uma escritora bem jovem, a escrita não tem daqueles palavrões que nos fazem ter de ir ao dicionário procurar o significado. A Patrícia consegue, em palavras simples e qualquer pessoa normal usa e entende, descrever lugares, pessoas e situações tão bem, que é fácil visualizar o desenrolar da história na nossa mente. E as expressões típicas da adolescência usadas pelas personagens, fazem com que seja fácil integrarmo-nos no mundo deles.


Por falar em “desenrolar da história”, estão a ver House of Night? Não tenha nada contra, tirando o facto de haverem mil rapazes apaixonados pela mesma rapariga e dessa rapariga chegar ao cumulo de andar com 3 ou 4 ao mesmo tempo (não acho isso um bom exemplo para o publico que lê esse tipo de livros). Então, a história de HON, embora cada livro fale de um curto período de tempo, a história é contada muito vagarosamente, repetindo as mesmas coisas montes de vezes e insistindo nos mesmos assuntos umas mil vezes. Adivinhem só? Isso não acontece em Rubro! Quando revi o Livro fiquei fascinada com o ritmo da história! Ainda nem assimilamos bem uma revelação e estamos a depararmo-nos com outra. Daí eu nunca ter ficado aborrecida quando li o livro. O ritmo não dá hipotese para isso. Juntando isso ao facto da escrita acessível que já referi, penso que já dá para perceber, que os sentimentos são constantes. Eu ri, chorei, gargalhei, fiquei com o coração nas mãos, tive medo, senti aquele friozinho na barriga, as borboletas no estômago… enfim. Simplesmente adorei.


A diversidade que encontramos na história também é um ponto a favor. Há varias espécies sobrenaturais diferente, que enriquecem o enredo. Mas cada personagem em si, também é muito interessante, porque embora a história se passe maioritariamente no Brasil, há outros acontecimentos que ocorreram noutros países, e até as próprias personagens têm diferentes nacionalidades.

Mais uma coisa que me surpreendeu foi o facto da história se passar no Brasil. Maior parte dos escritores mais jovens têm tendência a escrever uma história noutro pais (tipo EUA ou Inglaterra) a Patrícia não. Ela escreveu uma história ‘no pais dela’ onde as personagens falam a mesma língua que ela! Pessoalmente acho que para alem de demonstrar orgulho nas suas origens, a história é muito melhor contada desta forma. Porque uma vez que nós conhecemos os lugares, as descrições tornam-se mais próximas do real possível. E isso faz com que ao passarmos no lugar referido na história, nos lembremos dela e por vezes até dizemos “olha, foi aqui que aconteceu isto ou aquilo.”".
 
Íris Rocha.

5 rubrettes:

Manuh Ferraz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Manuh Ferraz disse...

Realmente essa resenha é o maximo.
Me deu mais vontade de ler o livro... o que ainda não consegui. Só atiçou ainda mais a minha vontade de lê-lo.
;]

Pamella Santos disse...

Íris falou TUDO o que tinha para ser dito.
Não sei o que faria se não tivesse lido esse livro. É simplesmente PERFEITO de todas as formas. =)

Luana Farias disse...

Uffa demorei mas to aqui, adorei a resenha um maximo ficou muito boa, a menina se deu.

Bjs

Siri Ahcor disse...

ooooh. minha resenha 'gigantesca!! *.*

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