sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Estante #1

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Clockwork Angel, o novo livro de Cassandra Clare, é, em uma só palavra, surpreendente.

Um livro que eu gostei muito foi Luxo, mas eu desvendei o final lendo a sinopse e o prólogo. Já Clockwork Angel... Até mais ou menos a página cem a narrativa foi sem muitas surpresas, seguindo uma linha de pensamento bem criativo, mas sem muitos sobressaltos.
E então eu não conseguia mais fechar a boca. De três em três páginas eu falava OOOOH! A autora despejou mistérios, segredos, meias respostas, respostas inteiras e eu não conseguia alcançá-las. Eu nunca adivinharia quem era o Magistrado. Eu nunca adivinharia o passado do Will. E eu nunca, nunca e nunca adivinharia aquele final.
Foi de tirar o fôlego.
A história me envolveu de um modo que eu li as cem páginas finais em quase meia hora. Will Herondale é o nome do livro. Tessa Gray pode ser a principal, mas foi Will que moveu tudo. A amizade dele com James Castairs, o Jem, a sua misteriosa Cecily, as suas supostas bebedeiras, a sua inimizade pela outra Shadowhunter Jessamine Lovelace. Mas claro, a parte que me fez sorrir bobamente foi quando o Jem beija a mão da Tessa e diz Mizpah.
Então o ciúme fica estampado na postura do Will.
Tavez essa tenha sido a melhor cena, Diva Cassandra Clare, meus parabéns.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Jovens Escritores #1

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ooi (:



em andadas pela comunidade, percebi que temos muitos jovens escritores (e nós vamos conquistar o mundo) e eu achei interessante uma coluna sobre isso. Se vocês gostarem eu continuo postando, vamos ver o que acham :D

Hoje pensei em falar sobre característica.
Claro, todas as pessoas são diferentes. Cada um tem o seu jeito, estilo e sua marca. Escritores têm isso, mas poucos observam. Eu, por exemplo, gosto de narrativa rápida. Não tenho paciência para repetir a mesma coisa mil vezes, e muitas vezes isso é ruim. Então, de primeira mão, minha principal característa é um rápido enredo.
Mas quando falamos de estilo, a minha principal característica é a música. Eu devo ter nascido pendurada num Ipod, porque é a música que dita meu ritmo, é a música do livro que dita como ele será. Melancólico, pauleira, pesado, leve e etc. Eu conheço trabalhos bem interessantes com poesias no início e até mesmo frases de outros livros. Obviamente, tem aqueles que preferem colocar logo a história e pronto.
Minha sugestão para jovens escritores é criar o seu estilo.
Não interessa o que esteja em moda, ou o que te digam, crie o seu. Poema, poesias, músicas ou nada, não interessa. O livro é seu, e é você quem o deixará perfeito, não a opinião alheia.
Para mim, Rubro é uma extensão da minha vida. É nele que eu encontro lazer e diversão. Por isso, o seu jeito tem que estar no seu livro. Só você.

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espero que tenham gostado, amo muito (:

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quote #1

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Sorriam, sorriam, hoje tem... Quote !
- Quote?
- Isso mesmo.
- Mas só hoje?
- Sim, só hoje.
- Não podemos fazer nada para termos mais?
- Claro que sim!
- E o que fazemos?
- Rubrettes comentem, comentem, comentem muito :D


"— Melissa vai estar para sempre ligada ao Miguel. — Sorriu amplamente. — Isso é algo que você nunca mudará. Minta pra ela, finja que sempre a amou, mas no fundo ela ainda vai estar ligada a ele."
Rubro, Evanescente I.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Resenha de Rubro #1

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Hey :D
Então, como eu havia prometido, aqui vem a primeira resenha de rubro. Quem resenhou foi Íris Rocha, moderadora da nossa comunidade e blogueira, além de incansável escritora de fics.
Lembrando, claro, que é a resenha do novo Rubro. Íris tentou ser o mais imparcial possível mas ela ama o Max demais pra isso por isso acho que irão gostar. Caso desejem ler mais, visitem o seu blog.

"Li sobre ele pela primeira vez sobre a Web novela Rubro, numa comunidade do Orkut. A sinopse despertou-me a curiosidade, e doida por literatura, como sou, não resisti e tive de ler.


Li e fiquei em pulgas pela continuação.


As personagens são do melhor. Os rapazes que são o sonho de qualquer rapariga, que nos fazem sonhar com eles em tanguinhas de peles de animais (tão a ver, mesmo à homem das cavernas?), que nos fazem rir com as suas personalidades únicas. E as raparigas com os seus problemas, uns mais graves e outros mais banais, que qualquer uma de nós poderia ter. Mas mais do que isso, o que realmente me fez ficar agarradinha à história desde à primeira à ultima letra (para alem do Maximiliam Lancastre, obviamente) foi a história. O mistério à volta das personagens, e do próprio mundo onde elas vivem, os segredos que se escondem atrás de cada porta, e o “lixo debaixo do tapete” de cada um, fazem uma pessoa pensar. Desenvolver teorias sobre o que aconteceu no passado, o que virá a acontecer no futuro e sobre o próprio presente. Porque as pessibilades de desfecho da história, de revelação de cada segredo estão todas em aberto e são inúmeras. E, adivinhem só? Nada é o que parece, definitivamente.

Agora do livro, o que posso dizer? Já referi as personagens? Sim (Maximiliam Lancantre em tanguinha de peles de animais, é a melhor visão do mundo.).

A história passa-se num internato para vampiros e dampiros… Sei, agora vocês “tinha de ser a moda dos vampiros”. Não, esta história não é mais uma historia de vampiros e dampiros, até porque, não há só vampiros e dampiros dali, mas isso só se vai descobrindo durante o desenrolar da história. O que a meu ver, não torna a história em ‘algo morto’ (sem nenhum trocadilho devido aos vampiros, até porque os vampiros de rubro também não são bem como os outros, têm as suas diferenças), porque vão sempre aparecendo novas espécies que tornam a história mais rica.


Uma mistura de Crepúsculo porque Rubro também tem uma ‘história de amor’, (ou será que é de ódio e nem nós nem a pobre da Melissa sabemos disso, ainda?), sem o cumulo do altruísmo entediante do Edward Cullen. Um pouco de Vampire Academy, devido aos Dampiros talvez, mas sem aquela confusão de num momento somos bonzinhos, e no outro mordem-nos e passamos a seres maléficos de olhos vermelhos (não que eu não ache esse aspecto interessante, sou fã de Vampire Academy, muito mesmo, mas não gostei quando o Dimitri virou Strigoi e a pobre Rose fez de tudo para o trazer de volta a Dampiro e depois ele vem com aquele que o amor acaba. Três chapadas, era o que ele merecia!). Não, em rubro não há desses Dampiros. Em Rubro, temos Dampiros sexy, fortes, lindos e, o melhor de tudo, não são aquela coisa boazinha sem sal, que protege toda a gente, muito pelo contrário! Temos vampiros hipócritas, ou ex-hipocritas, mas que são os que eu mais gosto.


A história misteriosa e envolvente… de momento a única que me vem à cabeça como termo de comparação é a Conspiração do Dan Brown. Porque ali, também parece haver alguém que decide tudo, que faz as coisas acontecerem… ou melhor, acho que à duas pessoas que decidem tudo naquela história, mas elas não querem a mesma coisa, daí o lado perigoso que nos faz ficar com o coração nas mãos de cada vez que um lado ataca o outro. No entanto, graças a Deus, Rubro não é uma aula de geologia do inicio ao fim (Fui a única que teve um deja vu das aulas de geologia, quando estava a ler A Conspiração?).


Talvez por ter sido escrita por uma escritora bem jovem, a escrita não tem daqueles palavrões que nos fazem ter de ir ao dicionário procurar o significado. A Patrícia consegue, em palavras simples e qualquer pessoa normal usa e entende, descrever lugares, pessoas e situações tão bem, que é fácil visualizar o desenrolar da história na nossa mente. E as expressões típicas da adolescência usadas pelas personagens, fazem com que seja fácil integrarmo-nos no mundo deles.


Por falar em “desenrolar da história”, estão a ver House of Night? Não tenha nada contra, tirando o facto de haverem mil rapazes apaixonados pela mesma rapariga e dessa rapariga chegar ao cumulo de andar com 3 ou 4 ao mesmo tempo (não acho isso um bom exemplo para o publico que lê esse tipo de livros). Então, a história de HON, embora cada livro fale de um curto período de tempo, a história é contada muito vagarosamente, repetindo as mesmas coisas montes de vezes e insistindo nos mesmos assuntos umas mil vezes. Adivinhem só? Isso não acontece em Rubro! Quando revi o Livro fiquei fascinada com o ritmo da história! Ainda nem assimilamos bem uma revelação e estamos a depararmo-nos com outra. Daí eu nunca ter ficado aborrecida quando li o livro. O ritmo não dá hipotese para isso. Juntando isso ao facto da escrita acessível que já referi, penso que já dá para perceber, que os sentimentos são constantes. Eu ri, chorei, gargalhei, fiquei com o coração nas mãos, tive medo, senti aquele friozinho na barriga, as borboletas no estômago… enfim. Simplesmente adorei.


A diversidade que encontramos na história também é um ponto a favor. Há varias espécies sobrenaturais diferente, que enriquecem o enredo. Mas cada personagem em si, também é muito interessante, porque embora a história se passe maioritariamente no Brasil, há outros acontecimentos que ocorreram noutros países, e até as próprias personagens têm diferentes nacionalidades.

Mais uma coisa que me surpreendeu foi o facto da história se passar no Brasil. Maior parte dos escritores mais jovens têm tendência a escrever uma história noutro pais (tipo EUA ou Inglaterra) a Patrícia não. Ela escreveu uma história ‘no pais dela’ onde as personagens falam a mesma língua que ela! Pessoalmente acho que para alem de demonstrar orgulho nas suas origens, a história é muito melhor contada desta forma. Porque uma vez que nós conhecemos os lugares, as descrições tornam-se mais próximas do real possível. E isso faz com que ao passarmos no lugar referido na história, nos lembremos dela e por vezes até dizemos “olha, foi aqui que aconteceu isto ou aquilo.”".
 
Íris Rocha.

domingo, 24 de outubro de 2010

Bastidores da Saga #3

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Internato Brasileiro II.

Na ficção da Saga Evanescente, vários Internatos mantidos pela Coroa Vampira e a Coroa Dampira, entre eles o cenário principal da nossa história, O Internato Brasileiro II. A cidade mais próxima é Urubici, a 167 km de distância de Florianópolis, na região serrana. E Urubici esse ano chegou a ter ventos a 60 km/h, será que dona Halina está aprontando por lá com o seu dom térmico?
'O prédio provavelmente devia ser barroco ou gótico, porém o que mais impressionava era que os pinheiros ao redor pareciam prestes a engoli-lo e mesmo assim ele permanecia imponente e gigantesco.'.
Nosso Internato se situa na Mata de Araucárias, com suas abóbadas e torres góticas (ou barrocas) em direção ao céu brasileiro. Temos que adimitir, o lugar é lindo. Um cenário perfeito para os amores e desamores da história, sendo a Serra Catarinense o único lugar no Brasil que SEMPRE neva, não interessa o que aconteça. Hm, talvez Halina realmente ande por lá.
Quem arrisca um palpite?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bastidores da Saga #2

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Coroa Dampira.


E hoje, vamos a Coroa quase mais odiada. Não temos culpa de Kali Wiitshe ser princesa, certo? Pois bem, até ela ser Rainha, muita água há de rolar, então vamos para o Rei de direito. Dario Wiitshe. Por que primeiro Chediak e depois Wiitshe? Será que os Reis amam sobrenomes... tensos? Talvez, se bem que Wiitshe nem é tão assustador assim.


Dario é o Rei, e pode continuar sendo até o dia da sua morte, mas todos sabem que logo Kali Wiitshe, sua única herdeira, logo subirá ao trono. A Rainha Mika Wiitshe, mãe de Kali, está desaparecida há algumas décadas e tudo leva a crer que foi por vontade própria. Quem é Mika Wiitshe, e será que ela já apareceu em nossa história?


A Coroa Dampira fica na cidade de 's-Hertogenbosch, ou em português o Bosque do Duque, ao sul da Holanda, Países Baixos. Não ficam tão perto da Coroa Vampira pra causar confusão, nem longe demais para não ficar de olho nela, espertinhos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

banners & banners

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Ei, rubrettes momento shêer off.

A moderadora mais delícia e limda do mundo (não, gente, não sou eu, é a shêer) fez alguns banners para a Saga '-'
Eles estão abaixo, qualquer coisa cliquem para ver melhor.





A versão com a frase Eu apoio a publicação de Rubro, Evanescente 1.



Uma brincadeirinha, espero que gostem. (lembrando que a nossa shêer diz que escreve um livro)


domingo, 17 de outubro de 2010

quem quer sonhar ? #2

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Adammo.
É uma banda formada por quatro jovens peruanos, e um vocalista com muita, MUITA saúde. O nome da banda vem do grego "lugar de fazer algo", no caso deles, lugar de fazer músicas, e fazer garotas babarem.
A maioria das músicas em espanhol são românticas, e Adammo não é diferente, exceto pelo seu ritmo. Sim, eles cantam pop rock. Mas não algo como Restart e Justin Bieber. O ritmo é bem Paramore ou Jay Vaquer.
Algún Día é inquietante, não há outra palavra. O tipo de música que te faz viajar com o ritmo agitado, e você nem precisa entender a letra para amar a música. Mas Adammo tem letra e música. O que falta na maioria das bandas atuais, grande parte não tem ritmo muito menos letra, somente um rosto bonito.
- Algún Día
- En tu sueños
- En La Cima Sin Ti
- Si Miedo
São as que me fazem sorrir do nada, e cujo ritmo não sai da minha cabeça nem quando eu estou fazendo prova de matemática.
Parabéns, Adammo.

sábado, 16 de outubro de 2010

Primeiro Capítulo, Rubro, Evanescente 1

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Capítulo 1, Nunca


                              Urubici, Santa Catarina - 2009

Algumas pessoas são especiais.
Naquele momento, eu não estava me sentindo muito especial.
Enquanto eu arrastava a minha mala mais leve, me permiti admirar a paisagem ao meu redor.
Uma coisa eu tinha que admitir, o lugar era lindo.
O prédio provavelmente devia ser barroco ou gótico, porém o que mais impressionava era que os pinheiros ao redor pareciam prestes a engoli-lo e mesmo assim ele permanecia imponente e gigantesco.
O que devia ser algum tipo de aviso.
Parei e contei quantos passos eu devia dar para chegar até o carro.
— Nem penses nisso. — Tomás disse cruzando os braços ao lado do sedam preto. — Continua a andar, minha bela.
Mostrei-lhe a língua como uma criança de nove anos. — Fácil dizer quando não é você que está andando para a forca.
— Forca? Tu sabes, sequer, quanto custa um dia num Internato como este? Anda.
Suspirei. — Mas pai...
— Sem negociações.
— Mas...
— Não tentes.
— Mas...
— Minha bela.
Fiz o meu melhor rosto sofrido. — Eu não quero ir, pai.
Tom me olhou piedosamente. — O Internato será bom pra ti, minha bela.
Revirei os olhos. — Pai, nós dois sabemos que isso não tem nada a ver comigo, e tudo a ver com tio Parsifal. O que foi que ele te disse pra convencê-lo a me prender aqui?
— Parsifal? — Tomás me olhou como se eu estivesse com duas cabeças. — Não, ele não tem nada a ver com isso.
— Então é pura coincidência um dia depois de ele lhe ligar o senhor decidir cruzar a América e me trazer aqui?
Ele deu de ombros. — Eu pensei que gostarias deste Internato. Tua mãe nasceu neste país.
— É, mas a minha mãe nasceu em Goiás, pai, não em Santa Catarina.
Tomás cruzou os braços novamente. — Existia Goiás naquela época? E desde quando tu entendes tanto de Geografia?
— Viu? Eu entendo muito de Geografia. Não preciso estudar mais. Nada de Internatos.
— O teu tio é dono do Internato, eu pensei que gostarias de estar perto dele.
— Outra pura coincidência, certo?
Tom me olhou inocentemente. — É claro, minha bela.
Semicerrei os olhos. — Por que eu estou aqui, Tom?
— Porque... — Suspirou. — Porque é melhor ires antes que eu fale algo que não deva.
— Mas essa é a intenção.
Ele franziu o cenho. — Tu estas a usar-me?
— Pai...
— Menina diabólica. Andai.
— Pai...
— Não vou cair no teu truque duas vezes no mesmo dia.
Me virei revoltada e peguei a mala de volta.
— Eu amo-te, minha bela.
Suspirei. — Eu te amo, pai. — E comecei a caminhar o mais devagar possível.
— Tu pretendes chegar lá ainda hoje?
Sorri. — Quanta pressa em se ver livre de mim.
— Eu queria que o dia de te entregar nunca houvesse chegado.
Parei, e o encarei por cima do meu ombro. — O que disse?
Ele deu de ombros. — Nem me lembro. Agora anda.
Mas eu me lembrava.
Eu queria que o dia de entregar você nunca houvesse chegado.
Tom não era meu pai biológico, mas os meus pais de verdade estavam mortos. E eu os havia visto em seus caixões, ainda um tanto azuis por causa do afogamento, quando eu tinha dez anos.
Eu queria que o dia de entregar você nunca houvesse chegado.
Caminhei para o Internato com um pouco mais de vontade. Talvez as coincidências fossem boas. Talvez lá dentro eu finalmente encontrar respostas.
E havia. Havia respostas que eu preferia não haver encontrado.
Nunca.




sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Bastidores da Saga #1

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Coroa Vampira.

No prólogo nós vemos nosso (lindo, tesão, bonito e gostosão) Max falando da tal Coroa. Na Saga Evanescente existem duas, a Vampira e a Dampira. Mas para não nos confundirmos vamos falar da Vampira primeiro.
O Rei se chama Tibério Chediak. Sim, eu sei, que sobrenome... tenso. Mas o Rei merecia um, né? Como sabem, os filhos de Vampiros nascem Dampiros, então, se Tibério tivesse filho, esse filho seria pra sempre Príncipe e nunca Rei. Então, que seria o próximo Rei? O Rei Vampiro tem um pupilo, um vampiro que ele protege e cria como um filho, e que assumirá quando o Rei morrer.
Confuso?
Muito. Mas vamos para a parte legal. A sede da Coroa é na Holanda, ou Países Baixos, e quem pode dizer que a Holanda é feia e horrível? Principalmente Utrecht, a cidade, cheia de Fortes e Muralhas, perfeita para a sombria e misteriosa Coroa Vampira.
E a Coroa manda em quem? Em quem ela quiser. Me parece que esse Tibério tem muito poder, não? Agora só precisamos saber porque ela estava a brincar com o Max.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

- Rubro, Evanescente 1

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Prólogo.

Minha

                                         São Tiago da Compostela, Galiza – 1990


Algumas pessoas são especiais.
Muitos têm teorias sobre como surgimos, algumas coesas e outras lunáticas, mas nenhuma comprovada.
Eu sou uma dessas pessoas especiais.
Talvez nós sejamos aberrações, talvez superiores, mas ainda assim, nós somos humanos. Humanos especiais, é o que alguns dizem. Mas nós não somos tão especiais assim. Nós amamos, nós odiamos, nós matamos. Matamos, principalmente. Dentre nós há aqueles que não aceitam o que somos.
O mundo externo não sonha com a nossa existência, e nós queremos que continue assim. Quando os normais se assustam, eles atacam. E nós já temos inimigos demais entre nós mesmos.
Eu sou um deles.
Nós somos o que nossa raça chama de Rosa Negra, mas devíamos ser chamados de assassinos. Nós matamos o nosso próprio povo, tentando exterminar essa raça de seres humanos especiais desde os tempos da Grécia Antiga.
É claro que há inocentes.
Eles sempre existiram, e nós nunca nos importamos com eles. Nós matávamos qualquer um que se colocasse em nossa frente. Mas agora tudo mudou. Agora nós matamos pessoas especiais importantes.
Agora, nós queremos matar Ricardo Del Portillo.
Ele é um estúpido covarde, mas a Coroa Real o protege porque ele interfere nos nossos planos, então nós vamos matá-lo.
Mas eu sabia que era uma armadilha.
Eu sabia que havia espiões da Coroa entre os Rosas Negras, e eu sabia que devia haver um motivo muito grande para Ricardo Del Portillo estar na Espanha, sem seguranças.
Era uma armadilha.
A líder da Rosa Negra também sabia, mas fingia não ver. Ela estava desesperada, então qualquer coisa serviria. Mesmo que significasse a morte. Ao menos A Rosa Negra morreria lutando.
Eu não morreria.
A Coroa me queria vivo, a Rosa Negra também. Mas algo estava errado. Desde o começo, o espanhol devia ter vindo sozinho.
Mas ela veio.
Eu não fazia idéia que de quem ela era, ou o que ela tinha com o espanhol que a Rosa Negra queria. Mas eu sabia que a Coroa não a mandaria pra lá por acaso. Eu não a achei assustadora o suficiente para ser um guarda costa. Na verdade, ela parecia... indefesa.
Eu entendi na primeira noite em que eu a vi.
— Vai ser fácil. — Fernandino disse pegando uma das pistolas. — Um tiro na cabeça, e sumimos. Quem quer que ela seja, vai deixar o espanhol sozinho para nós.
Foi exatamente quando ela prendeu o cabelo castanho num coque mal feito, e debruçou-se sobre um girassol, que eu percebi o quão idiota eu fui.
Um dos Guardiões ergueu a cabeça. — Eu não recebo ordens suas, Fernandino.
A Coroa estava brincando comigo.
— Maximilian, mande esse seu soldadinho sair da minha frente.
Eles não queriam pegar a Rosa Negra.
— Seja homem e faça isso você mesmo, Fernandino.
A Coroa queria me pegar. — Me dê a arma, Vladimir.
Fernandino me olhou assustado. — O que?
Me virei devagar para ele. — Não obedece mais ordens do seu superior?
— Obedeço, senhor. — Me entregou a pistola. — Mas se me permite...
— Não. — Mirei. — Ela é minha.

domingo, 10 de outubro de 2010

quem quer sonhar?

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Quatro palavras: theory of a deadman.
E então eu fecho os olhos, e o mundo parece flutuar enquanto mergulho nos acordes do violão, e no timbre da sua voz.
Theory of a Deadman é uma das melhores bandas que eu já ouvi, e, acredite, foram muitas. Not Meant To Be definitivamente não tem explicação. Eu não sei aos outros, mas quando a ouço, é como se a melodia me chamasse para me pôr no seu lugar, e ser aquela que diz: talvez nós não éramos pra ser.
Meu professor de Literatura vive a falar que estamos vivendo o período de NeoRomantismo, então TOAD é o nosso Bocage elevado a milésima potência.
- All or Nothing.
- Not Meant To Be.
- Waiting For You.
- By The Way.
São as que eu mais amo, as que mais fazem girar o meu mundo em espirais, aquelas que quando você ouve o vocalista, parece a narração de uma história, sussurrada ao seu ouvido, e o encanto jamais acaba.